Ex-guarda municipal é condenado a 15 anos de prisão pela morte do cantor Jô Xavier em Itabela
O Tribunal do Júri de Itabela condenou, nesta quarta-feira (17), o ex-guarda civil municipal Paulo César Soares Santos, de 33 anos, a 15 anos de prisão

em regime fechado pelo assassinato do cantor de axé Josemar Pereira Xavier, conhecido como Jô Xavier. A decisão encerra uma das fases mais marcantes de um caso que comoveu a população do município desde abril de 2025.
O crime aconteceu na noite do dia 27 de abril, em um bar localizado na Rua Getúlio Vargas, no bairro Bandeirante. Conforme apurado durante o processo, a vítima foi surpreendida por disparos de arma de fogo e morreu ainda no local, sem possibilidade de reação.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por motivo torpe, associado a ciúmes, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A tese da defesa de que o acusado teria agido sob violenta emoção acabou sendo rejeitada pelo Conselho de Sentença.
Na sentença, a magistrada responsável pelo caso fixou a pena em 15 anos de reclusão, com cumprimento inicial em regime fechado. Também foi determinada a perda do cargo público exercido pelo condenado à época dos fatos, considerando a incompatibilidade da conduta com a função de agente de segurança.
Segundo a investigação, o cantor mantinha um relacionamento com a ex-companheira do acusado, circunstância apontada como motivação para o crime. Testemunhas relataram que houve uma discussão antes dos disparos, reforçando a linha investigativa apresentada pelo Ministério Público.
A condenação representa um importante desfecho judicial para um caso que gerou grande repercussão em Itabela e em toda a região, especialmente pelo envolvimento de um servidor público e pela popularidade de Jô Xavier, artista bastante conhecido no cenário musical local.
Com a decisão do Tribunal do Júri, o condenado deverá cumprir a pena em regime fechado, permanecendo sujeito aos recursos previstos na legislação brasileira.


